quinta-feira, 11 de dezembro de 2014



Os psicopedagogos dizem-nos que o ler e o assistir ao conto de histórias estimula a imaginação, desperta a curiosidade e o prazer da leitura e ajudar no desenvolvimento da linguagem.

Assim …

No dia 14 de novembro os nossos meninos do 1ºciclo e o Rodrigo e a Irene do 7ºF foram de autocarro à Biblioteca Municipal de Portalegre com as professoras Leonor Parra, Sandra Santos e a intérprete Cláudia Pedreira.

Iam muito entusiasmados porque uma história esperava por eles!


Vejam como vamos felizes!
Eu gosto de andar de autocarro, porque ele “balança” muito, por causa das pedras do chão. (Nuno)

Enquanto estávamos à espera do senhor que conta as histórias, brincámos, na sala das crianças, com a tartaruga, o caranguejo e o sapo que eram muito grandes e estavam estendidos no chão. (disseram todos). 

A Irene lia revistas. (Nuno). Nós também lemos livros e revistas. (Miguel)


A história
"Nós fomos assistir ao conto da história da Carochinha e do João Ratão. Nós não conhecíamos aquela história." (Ana)

"A Carochinha é um sino e tem uma vassoura pequenina e o gato tinha muitos sininhos. "(Miguel)

"A Carochinha andava a varrer a casa e encontrou uma moeda." (Nuno)

"Com a moeda, ela foi comprar um laço para pôr no pescoço." (Teresa)

"Depois pôs-se à Janela a perguntar quem queria casar com a Carochinha, apareceu uma vaca. "(Nuno)

A Carochinha perguntou à vaca como fazia à noite, o que é que ela fazia à noite. A vaca respondeu que à noite fazia Muuu! A Carochinha não casou com a vaca, porque ela fazia muito barulho, à noite. Depois apareceu o cão, o galo e o gato, mas todos faziam muito barulho, à noite. 

A seguir apareceu um rato e a Carochinha perguntou-lhe o que fazia ele à noite e o rato respondeu que não fazia nada, à noite ficava calado. A Carochinha disse logo que queria casar com o rato, porque ele não fazia barulho, à noite.
A Carochinha casou com o João Ratão e foram felizes para sempre. (todos)

A Carochinha gostava do rato. (Nuno)

Depois da história…

Quando a história acabou, nós viemos para outra sala e …

"O Senhor que contou a história deu a cada um de nós um quadrado de cartolina preta e pediu para desenharmos um coração." (Nuno). "Depois pediu para recortarmos o coração." (Teresa)


Depois o senhor pediu para nós dobrarmos os nossos “corações” ao meio e o senhor colou um “rabo” de rato nos corações. Os corações são ratos!


"A seguir, desenhámos e cortámos outro coração mais pequeno." (Ana)

Em seguida, desenhámos os olhos do rato, dobrámos o coração mais pequeno ao meio e colámo-lo na cabeça do rato. O coração mais pequeno era as orelhas do rato.
A desenhar os olhos do rato
"O senhor colou o nariz e os bigodes do rato. Os narizes dos nossos ratos são bolinhas de plasticina. Em seguida, o senhor que contou a história pediu para fazermos desenhos no corpo dos nossos ratos para eles ficarem ainda mais bonitos. E assim os nossos ratos ficaram prontos." (todos)

Vejam como ficaram bonitos os nossos ratinhos.


Gostámos muito de tudo, gostámos de andar de autocarro, gostámos da história e gostámos dos ratos que fizemos. Ficámos felizes (disseram todos).

A atividade de contar histórias estimula, só por si, a imaginação, mas a atividade que foi desenvolvida na Biblioteca Municipal estimulou-a duplamente, uma vez que o contador não utilizou as imagens tradicionais das personagens da história, mas sim outras muito diferentes, tal como se pode observar através das fotos retiradas ao longo da sessão. 

Este facto fez com que os alunos estimulassem ainda mais a sua imaginação e a sua curiosidade. Foi muito interessante. (Leonor)



Alunos:
 Ana Guterres
 Teresa Marques
 Nuno Rainho
 Miguel Lopes

Professora titular: 
Leonor Parra


Professora de LGP: 
Sandra Santos


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domingo, 7 de dezembro de 2014



A nossa intérprete Séfora fez anos na passada quinta-feira! Levou um bolinho e uns sumos e fizemos uma festa no intervalo da manhã.




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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014


No contexto da aula de Geografia, no tema Novas Oportunidades para as áreas rurais, a professora Lurdes Almeida solicitado à nossa Eduarda a realização de um powerpoint sobre uma unidade de turismo em Espaço Rural do concelho de Portalegre.

Foi selecionada a Quinta da Dourada. Na Aula de Geografia, a Eduarda apresentou os diapositivos a alguns colegas de outras turmas de surdos que estavam no intervalo.



Professora: Lurdes Almeida
Aluna: Eduarda Possante


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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014



Nas aulas de Ciências Naturais estudámos as rochas e fizemos um trabalho sobre os diferentes tipos de rochas.


Existem três tipos de rochas: rochas magmáticas, rochas sedimentares e rochas metamórficas.
Nas rochas magmáticas estudamos o granito (plutónica) e o basalto (vulcânica).


Nas rochas sedimentares estudámos o arenito (detrítica), o calcário (quimiogénica) e o carvão (biogénica).


 As  rochas metamórficas falamos do xisto e do mármore.


Este foi o resultado final do nosso trabalho:


Professora: Teresa Azevedo
Intérprete de LGP: Maria João Gomes

Alunas: 
Alice Rabaça
Márcia Pedroso



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sexta-feira, 28 de novembro de 2014



No dia 30 de outubro assisti a uma sessão sobre a Pré-História, dirigida pelo Arqueólogo Pedro Cura, que trabalha no Museu de Arte Pré-Histórica de Mação.

Este arqueólogo falou sobre os períodos: paleolítico e neolítico (pedra antiga e pedra nova). Explicou o que existia na Pré-História tanto a nível de materiais como a nível do desenvolvimento das espécies.

Começámos a ver os materiais que o arqueólogo trouxe, como por exemplo, os materiais de caça, as peles dos animais, as sementes e as pedras que usavam para raspar, cortar e partir os objetos.

O arqueólogo mostrou como se fazia fogo com dois objetos de madeira. Depois o senhor Pedro chamou-me para fazer uma gravura da minha mão. Utilizou uma tinta feita com ovo, óxido de ferro (cor vermelha) e água.

Gostei muito de ver todos estes objetos e aprender coisas novas sobre este tema.

   


Intérprete de LGP: Séfora Silva
Aluna: Catarina Nunes


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terça-feira, 25 de novembro de 2014



No dia 15 de novembro de 1997, a Assembleia da República Portuguesa aprovou a Língua Gestual Portuguesa como Língua oficial da comunidade surda portuguesa. 

A Língua Gestual Portuguesa é assim uma das línguas oficiais de Portugal a par da Língua Portuguesa e do Mirandês. A Língua Gestual Portuguesa está consagrada na Constituição da República Portuguesa no artigo 74, alínea H, ponto 2.

Celebrámos o Dia da Língua Gestual Portuguesa (LGP) na segunda-feira, dia 17 de novembro, uma vez que o dia 15 de novembro foi no sábado e no sábado não há aulas, porque estamos todos a descansar do muito trabalho que temos sempre durante toda a semana.

A professora Sandra Santos fez um poema para ser dito em LGP e ensinou-nos esse poema. Nós fomos dizer esse poema às turmas. 

Nas turmas entregámos um marcador de livros com o nome de cada um dos alunos da turma escrito com o alfabeto gestual e entregámos às respetivas professoras das turmas o poema da professora Sandra. Foi uma prendinha que fizemos com muita alegria para dar aos nossos colegas e às suas professoras.

Fomos entregar as nossas prendinhas e recitar o nosso poema…

   

Também entregámos e recitámos o poema para…



Voltámos depois para a nossa sala de aula cansados das emoções vividas, mas felizes.

E já agora publicamos um video com o nosso poema!


E para terminar deixamos um pensamento da nossa Emmanuelle Laborit, uma escritora e atriz surda francesa, que diz no seu livro "O Grito da Gaivota": 

"A gaivota cresceu e voa com suas próprias asas. Olho do mesmo modo como que poderia escutar. Meus olhos são meus ouvidos. Escrevo do mesmo modo que me exprimo por sinais. Minhas mãos são bilíngues. Ofereço-lhes minha diferença. Meu coração não é surdo a nada neste duplo mundo..."


O grito da gaivota
Emmanuelle Laborit



Alunos:
Nuno Rainho
Teresa Marques
Miguel Lopes
Ana Guterres

Professora Titular:
Leonor Parra

Professora de LGP:
Sandra Santos


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sábado, 22 de novembro de 2014

No dia catorze de novembro a Professora Joaquina Caeiro convidou todos os surdos para uma apresentação sobre canetas antigas e sobre a escrita. 

Fomos todos para a biblioteca com a Professora Carla e a intérprete Séfora Silva.


A Professora Joaquina falou sobre como se escrevia antigamente. Ela disse que primeiro se começou a escrever com penas de animais como a coruja, o falcão, o peru, a águia, o cisne e os patos. Os animais estavam vivos quando tiravam as penas. As penas duravam apenas uma semana e precisavam de ser tratadas antes de serem usadas. Eram afiadas com uma faca especial. E o bico era cortado. Antes de escrever punha-se a ponta da pena mergulhando na tinta.

No final do século XVIII, as penas de aves foram substituídas por penas de metal, com corpo de madeira. Foi muito curioso saber como eram as canetas!

Nós experimentámos todos a escrever também e foi uma experiência gira!

Instrumentos de escrita
O João não quis escrever com pena porque ficou todo arrepiado mas escreveu depois com caneta de tinta permanente!

A seguir, fomos ver uma exposição de canetas. Algumas canetas eram grandes, outras pequenas e havia canetas de muitas cores. Eram muitas. E giras!



Texto: 
Eduarda Possante


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quarta-feira, 19 de novembro de 2014



A nossa escola tem campainhas luminosas que nos avisam do toque de entrada e saída das aulas. 

Foram colocadas 4 campainhas: duas nas salas de aulas dos Surdos, 1 na sala de convívio dos alunos e a última na sala de professores. 

A ideia foi da Ana Afonso que estudou com alguns de nós na Cristóvão Falcão até ao 9ºano. Decidimos fazer uma entrevista para ela nos contar como conseguiu as campainhas luminosas para a nossa escola.

1.       O ano passado estudavas em que escola? Que curso estava a tirar?

No ano passado estudei na Escola Secundária de São Lourenço Portalegre e o curso que tirei foi o curso profissional técnico Auxiliar de saúde.

2.       Como tiveste a ideia das campainhas luminosas e porquê?

Para concluir o curso tinha de desenvolver a PAP (Projeto de Aptidão Profissional) e então como tinha de vir para a escola Mouzinho ter aulas de Língua Gestual deparei-me com a falta de campainhas luminosas para avisar os colegas surdos do toque de entrada e saída das aulas.

3.       Como conseguiste a instalação das campainhas luminosas?

 Primeiro perguntei aos colegas se necessitavam de campainhas luminosas na escola e eles responderam-me que sim. De seguida, dirigi-me a uma empresa a pedir o orçamento das campainhas e o senhor engenheiro Luís Alentejano ofereceu as campainhas à Escola Secundária Mouzinho da Silveira e aos alunos surdos.

4.       Tiveste boa nota na apresentação do projeto?

 Sim, tive uma boa nota, tive 18 valores.

5.       Gostavas de dar continuidade a este projeto?

Sim, gostava de dar continuidade a este projeto pois era uma ajuda preciosa para pessoas com surdez. Um dos locais que necessitava eram os hospitais.

6.       Estás a trabalhar?

 Chamaram-me para uma fábrica de fazer rebuçados até ao natal. Vou fazer as bolinhas dos rebuçados de ovos de Portalegre e se tudo correr bem fico a trabalhar até ao Natal.


Vamos descobrir neste video como funcionam as campainhas!


Toda a Equipa da Educação Bilingue e Alunos Surdos agradece à nossa Ana Afonso que teve esta ideia luminosa e ao Engenheiro Luís Alentejano que nos ofereceu as campainhas e a sua instalação.

MUITO OBRIGADA!


Intérprete de LGP: 
Adriana Campos

Alunos:
Diana Rus
Irene Gomes 
Cátia Caetano
João Rafael Cordeiro

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segunda-feira, 17 de novembro de 2014



Na sequência da visita de estudo à padaria do Supermercado Pingo Doce, a professora Rosa Carrilho propôs às professoras Maria do Céu Rodrigues e Leonor Parra que juntassem novamente os alunos para fazerem pão na Cozinha Pedagógica da nossa escola; A proposta foi logo aceite!

Assim, no dia 6 de novembro os alunos da turma do 2º A, os alunos da turma de 1º Ciclo de EBAS e os alunos da Unidade de Apoio à Multideficiência arregaçaram as mangas e meteram as mãos na massa, que é como quem diz: meteram as mãos no pão.

Foi uma atividade desenvolvida com bastante entusiasmo por todos os alunos envolvidos.

Vamos então partilhar a nossa experiência...


E como o pão é o símbolo de toda a espécie de alimento e também de vida, finalizamos a partilha desta nossa experiência com alguns ditados populares sobre o pão; ditados que sendo do povo transmitem o conhecimento feito da experiência vivida.



Queremos agradecer à professora Rosa Carrilho!

 Sem os seus conhecimentos, não poderíamos ter realizado esta atividade.

Alunos participantes:
2º ano turma A, 1º Ciclo de EBAS e Unidade de apoio à Multideficiência

Professores envolvidos:
 Rosa Carrilho, Maria do Céu Rodrigues, Leonor Parra, Sandra Santos e Teresa Madeira


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sexta-feira, 14 de novembro de 2014




No dia 23 de outubro fomos, conjuntamente com os nossos colegas do 2º A, visitar a padaria do Supermercado Pingo Doce. Esta foi uma das atividades que se desenvolveu ao longo da “Semana da Alimentação”.

Na padaria do” Pingo Doce”, nós vimos muito pão! – Disse a Teresa.

Nós vimos máquinas muito grandes! As máquinas são para fazer o pão! – Disse o Miguel.

O pão é feito com muita farinha! – Disse a Ana.

Nós fizemos bolinhas de pão com muita farinha. As bolinhas de pão são” fofinhas” – Disse o Nuno.

As bolinhas de pão são “suaves” – Disse a Teresa.

O pão estava muito bom! – Disseram todos os alunos.

Gostámos muito de visitar a padaria do “Pingo Doce”.





Noticias dos Alunos da Turma de 1º Ciclo de EBAS
Nuno Rainho
     Ana Margarida Guterres
 Teresa Marques
 Miguel Lopes 

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